Desde seu lançamento, em 2001, Halo: Combat Evolved se destacou não apenas por sua épica campanha, mas também pela qualidade de seu modo multiplayer. Foi realmente uma revolução; eram horas e horas de jogos locais pelos primeiros e clássicos mapas: Blood Gulch, Beaver Creek, Hang ‘Em High, entre outros. Por mais de 10 anos, o multiplayer de Halo foi um fator fundamental para a supremacia da franquia, sempre sofrendo mudanças e evoluções. Porém, algumas delas nem sempre para melhor.
Em 2004 veio Halo 2, e com ele, uma revolução. Bungie e a Microsoft estavam definindo um novo cenário, consolidando o multiplayer online de jogos de tiro em consoles. Alguns mapas de Halo 2 estão entre os mais reverenciados de toda a franquia: Lockout, repleto de corredores ao redor das torres e de uma plataforma central; Sanctuary, com seu aspecto selvagem; Midship, minúsculo e simétrico. Além de mapas de qualidade, Halo 2 contou com algumas inovações que ajudaram a manter os jogadores fiéis por anos a seguir — a habilidade de empunhar 2 armas, usar espadas de energia e, obviamente, a estreia de uma das armas preferidas de toda a saga: o Rifle de Batalha. Além disso, Halo 2 foi o jogo que realmente marcou a franquia como um dos maiores jogos competitivos da história.

Halo 3. Possivelmente o jogo mais amado da franquia. Considerado por muitos o melhor de todos. Ultrapassou inúmeros recordes de venda. Sucesso de público e crítica. O multiplayer de Halo havia alcançado seu auge. Halo 3 também representou um grande salto para o seu lado competitivo; houve inúmeros campeonatos organizados pela MLG (Major Gaming League), com premiações cada vez maiores. Na imagem ao lado está “Str8 Rippin”, um dos melhores times profissionais de todos os tempos.

Halo: Reach, lançado em 2010, foi o último jogo da franquia a ser desenvolvido pela Bungie. Seu modo multiplayer apresentou várias diferenças significativas em relação a Halo 3. As “habilidades de armadura” fizeram sua estreia; sprint, jetpacks, travamento, invisibilidade, hologramas, todos acessíveis desde o início das partidas. Era muito de uma vez só. Os mapas possuíam grandes falhas no seu design, e seu tamanho era desproporcional para um simples Team Slayer. Embora estes fatores tenham sido motivo de grande entusiasmo por parte de muitos novos jogadores, a grande parcela, composta pelos fãs do bom e velho Halo, se sentiram insatisfeitos. Halo: Reach foi o último suspiro do Halo competitivo.

Em 2012, Halo 4 nos trouxe uma difícil questão: o que pode ser pior do que habilidades de armadura? A resposta é incrivelmente simples: material bélico. Halo 4, apesar de possuir uma engine melhor e mais avançada, fracassou no seu conceito para o multiplayer, pois tentou desesperadamente acompanhar padrões existentes em outros jogos; loadouts, material bélico e novas habilidades são apenas alguns dos fatores que causaram um distanciamento daquilo que fez Halo ser único.
A seguir está uma mensagem, já traduzida, que recebi de um jogador e fã de Halo, conhecido como Mystical Gaming, que também fez parte da equipe de testes para Halo 4. Este depoimento é uma resposta a uma pergunta que fiz a ele a respeito do possível declínio que Halo estaria sofrendo.
“Tendo jogado Halo há muitos anos (desde que Halo CE foi lançado em 2001), e inclusive tendo testado Halo 4 (nome está nos créditos), posso dizer que Halo se desviou daquilo que o fez ser grandioso. O balanceamento das armas e CSR não vão salvar um jogo cuja população tem diminuído drasticamente. Eu realmente não gosto do Halo Reach nem do Halo 4. Eu jogo por causa dos meus amigos, mas eu gosto mesmo de me manter no Halo 3.
Muita gente fala que ‘não gosto porque não consigo me adaptar’, o que não é verdade. Me adapto e me saio muito bem no Reach e H4, como mostram meus vídeos no Youtube. Eu simplemente não gosto da gameplay. Eu gostava da pura habilidade que era exigida em Halo 1, 2 e 3, onde todos começavam com a mesma arma, e se quisessem uma power weapon, tinham que lutar por ela. Resumindo, sinto que Halo perdeu aquilo que o fazia grande, e substituíram isso por truques e acessórios que tiram a competência do jogador, colocando algo aleatório no lugar.” – Mystical Gaming


“O foco da Beta vai ser em gameplay de arena, com partidas 4v4; é justamente um retorno ao legado do gameplay competitivo, que sempre foi a essência do multiplayer de Halo.”

[Editado]: Confira nossa análise sobre a Beta de Halo 5: Guardians.