A BGS 2025 este ano está de casa e cara nova. Com o slogan “Uma Nova Fase” a BGS tenta se reinventar para ficar mais atrativa para o público e principalmente para as empresas de games, que a cada ano tem diminuído a participação no evento, o que para todos nós, fãs de games, é uma enorme tristeza.

Este ano a BGS 2025 foi realizada no Distrito Anhembi, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, um espaço menor que o já conhecido Expo Center Norte. Como todo o pavilhão é térreo, a área destinada à imprensa ao business ficou ali do lado de tudo e de todos. Também tínhamos várias opções de alimentação ao redor do evento. Como em todos os anos, havia transporte gratuito para o público que vinha de metrô, mas dava para ir a pé também da estação Tietê, uma caminhada de menos de 15 minutos e já estávamos no local.

Apesar do menor espaço, todos os estandes estavam bem distribuídos tornando a travessia de percorrer por todo o evento um processo bem tranquilo.
Apesar de novamente não termos a Sony e a Microsoft no evento, várias empresas marcaram presença na BGS, trazendo novidades sobre seus jogos e produtos, onde aqui podemos destacar:
O maior estande disparado do evento. A gigante coreana apresentou várias novidades em tv’s, monitores, celulares, e afins, todos focados no público gamer. A grande maioria dos jogos disponíveis para jogar no evento estavam lá.

A Big N marcou presença novamente na BGS trazendo o Nintendo Switch 2 com vários jogos para a galera testar o novo portátil da empresa. O estande este ano era um pouco maior que do ano passado e havia muita disponibilidade de jogos para a galera testar:
Zelda, EAFC26, Donkey Kong Bananza, Hollow Knight Silksong, Hades II, Street Fighter 6, Pokémon Scarlet/Violet, entre outros.

A marca pioneira em tecnologia voltada para o público gamer trouxe muitos acessórios, vários modelos de cadeiras gamer, até um modelo que lembra a famosa “cadeira do papai” entre outros.

Para não dizer que a Sony estava 100% fora do evento, a Playstation tinha um estande tematizado do novo lançamento da série Ghost – Ghost of Yotei, onde era possível tirar uma foto com uma cosplayer da protagonista e ainda levar de brinde um belo poster do jogo.

No mais, tinha muita loja de comércio geek/gamer. Tinha de tudo, desde action figures até mesmo espadas famosas de games… A Frostmourne do universo de World of Warcraft que o diga. Até aí tudo bem, a grande questão aqui é que é notório o aumento do comercio e a diminuição do material/produto principal do evento… games. Não quero ser o chato de tocar na mesma tecla, mas a ausência da Microsoft e da Sony pesam muito em um evento como este, apesar de ter muita coisa para ver e fazer, parece que falta algo. E esse sentimento não é apenas deste aqui que vos escreve, e sim de todos com quem eu conversei no evento. É uma pena, mas é o que temos.
Como em toda BGS que se preze, os nossos heróis preferidos marcaram presença, posando para fotos, se preparando para os desfiles durante os dias e claro, curtindo a BGS da melhor maneira possível…

A BGS trouxe um pessoal de peso este ano:

A área indie, menor este ano, tinha games bem interessantes, como o A.I.L.A, O Incidente de Varginha, HellClock, O Segundo Dia, entre outros. Todos ali disponíveis para testar e conversar com seus desenvolvedores, um prato cheio para quer tentar ingressar no mundo de criação de games, não tem lugar melhor para experenciar isso e conseguir umas dicas úteis.

A BSG 2025 mudou para uma casa menor, diminuiu a sua duração e suas atrações, e apesar de trazer nomes de peso, como Kojima e Nakoi, o que o público quer ver são games. E por favor não me entenda mal, o evento tinha muitos games, mas é notório como a cada ano parece estar mudando o foco de ser onde vamos esperando ser surpreendidos com um anúncio bombástico, como foi a revelação de Resident Evil 2 Remake anos atrás, ou mesmo de poder estar ali pertinho das marcas que nos acompanham a anos. Digo isso pois vou na BGS desde 2015 e venho com pesar vivenciando este declínio. Eu sei que não é só ele. É compreensível que tudo está ficando mais difícil e caro, mas eu acho que a BGS não pode perder a sua essência. Ele parece estar cada vez mais focado no comercial do que um espetáculo, como foram os anos de 2016 a 2019. Mais uma vez eu peço que não me interprete errado, pois eu mesmo comprei uma Hornet de pelúcia para minha filha na BGS, mas eu friso novamente, o evento não é apenas um comércio de chaveiros, canecas, luminárias gamers… é de games, e o queremos ver são games.
Para encerrar esta matéria vou frisar aqui um ponto altíssimo do evento no Dia da Imprensa, que foi a apresentação da orquestra “A New World: intimate music from FINAL FANTASY” que nos agraciou com muitas lembranças nostálgicas de horas e horas jogando os clássicos da série Final Fantasy e outras músicas da Square Enix. Isso sim foi um espetáculo.



Nos vemos na BGS 2026.