O Que Esperar do Multiplayer de Halo 5: Guardians

Tiago Demertine, 20 de janeiro de 2015

Após as três semanas com a Beta de Halo 5, temos agora uma boa noção sobre o que esperar no fim do ano. Passado o pânico inicial de que o jogo estaria arruinando de vez, a histeria deu lugar a uma boa experiência, análises e críticas construtivas, contribuindo com o feedback esperado pela 343 Industries, para que quando seja lançado, Halo 5: Guardians seja o melhor possível.

Os primeiros minutos da Beta serviram para a adaptação inicial. Halo 5 é um jogo muito diferente. E a disparidade ficou ainda mais acentuada, pois nas semanas anteriores, só estávamos jogando (ou tentando jogar) Halo 2 Anniversary, uma reinvenção do seu formato mais clássico. Porém, ao contrário do que muitos pensaram, ser diferente não o torna ruim. O multiplayer de Halo 5 se baseia no conceito de equilíbrio e competitividade, onde o único recurso para a vitória é o mérito do jogador. O controle do mapa e das power weapons faz muita diferença. A volta das playlists com rank foi essencial. Com tudo isso, a 343 Industries não repete os erros do seu histórico recente.

Por 10 anos, Halo se manteve fiel à sua mecânica clássica, sustentada por 3 elementos: armas, granadas e corpo-a-corpo. Foi o que consagrou a franquia. Nos últimos 5 anos, Halo vem se distanciando desses pilares e aumentando a complexidade da sua fórmula. Este processo de inovação  visa acompanhar a evolução do gênero de FPS e as exigências da indústria.  Porém, os últimos lançamentos fizeram isso de maneira desenfreada, prejudicando a concepção básica do jogo competitivo, que é a essência de Halo.A Beta do multiplayer de Halo 5: Guardians mostrou claramente que o conceito competitivo está sendo retomado; as mecânicas adicionais estão sendo inseridas com muita cautela, pois nenhuma delas vale mais do que a habilidade pura do jogador.

Pelo Twitter, a 343 Industries agradeceu a participação de todos e o feedback recebido durante as três semanas de Beta.



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